Numa abordagem enxuta, Mary Provinciatto e Paulo Caroli, transcrevem as experiências vivenciadas junto a um time de desenvolvimento ágil, do início do projeto à entrega do produto mínimo viável (MVP), literalmente “Sprint a Sprint”.

Notebook sobre a mesa com o e-book Sprint a Sprint aberto em sua capa

O livro

Dividido em 3 partes principais, a primeira aborda os conceitos mais importantes, a segunda resume as experiências práticas vividas durante 6 meses, de forma cronológica, reunindo os problemas mais relevantes e suas recomendações. Por fim, a terceira parte reúne templates e instruções, facilitando a reaplicação pelo leitor.

Dois aspectos me chamaram muito a atenção.

O primeiro é que problemas acontecem em todos os times, mesmo com profissionais altamente competentes e… tudo bem! Como diz Mark Manson, “o segredo está em resolver problemas e não em não ter problemas”.

E segundo, porém não menos importante, a leitura reforça ainda mais minha convicção de que organização, boa comunicação e muita transparência é um forte propulsor a bons resultados em times ágeis.

Notebook sobre a mesa com o e-book Sprint a Sprint aberto em sua capa Muito interessante ver a atenção e cuidado na comunicação, desde a linguagem utilizada nas mensagens à visibilidade e organização das agendas.

Como curiosidade, Mary Provinciatto conta a história de como surgiu o livro neste post publicado em seu próprio site.

Seleção de 10 frases e trechos do livro

  1. “Todo time deve fazer uma retrospectiva por semana, a menos que esteja sem tempo. Nesse caso, deve fazer duas”.
  2. O sucesso da empresa depende da boa performance de um time e o grande trabalho é justamente fazer pessoas diferentes, com conhecimentos distintos, trabalharem em direção ao mesmo objetivo: a entrega de um produto!
  3. Não crie funcionalidades para um MVP se você não souber descrever o que espera como resultado e como medi-los.
  4. A ideia por trás de um MVP é ter uma evolução validada e guiada pelos resultados iniciais, com a correção ou a confirmação necessária para orientar os incrementos seguintes.
  5. “A cooperação é o ato de trabalhar com os outros e atuar juntos para realizar um trabalho. Time é uma parceria de pessoas únicas que trazem para fora o melhor de si, e que sabem que todos são maravilhosos como indivíduos, mas são ainda melhores em conjunto. Reunir-se é um começo; manterem-se juntos é um progresso; trabalhar juntos é o sucesso.” Diretiva primária para formação de equipes.
  6. Não importa o quanto você tente utilizar os melhores processos e ferramentas, o sucesso do time e, consequentemente do produto, depende muito mais das pessoas e de suas interações.
  7. Um time sem PO é um barco à deriva. Talvez até chegue em algum lugar, mas ninguém garante que esse é o lugar que deveria alcançar.
  8. Os melhores Scrum Masters são aquelas pessoas que sentem mais satisfação em facilitar o sucesso dos outros do que os próprios.
  9. O time Scrum é auto-organizado, pois não deve existir um líder de equipe que decide quem vai fazer qual tarefa e como. Tarefas e problemas são levantados por todos.
  10. Práticas, técnicas, cerimônias e ferramentas não funcionam sozinhas! As pessoas devem entender para que elas servem e quando utilizá-las.

Conclusão

Metodologias, práticas, ferramentas e até mesmo software em funcionamento são apenas meios para um objetivo comum: gerar resultado de valor!

Recomendo o livro Sprint a Sprint em especial à profissionais de Tecnologia da Informação que ainda não tiveram a experiência prática de vivenciar o ágil e à aqueles que já vivenciam, como uma forma simples e rápida de pegar carona com profissionais experientes como Paulo Carolli, no papel de Agile Coach e Mary Provinciato, no papel de Scrum Master, permitindo olhar para fora, conhecer novas abordagens e consolidar outras.

Já leu o livro? O que achou? Deixe seu comentário.

Comprar livro na Amazon.



Veja também: